quarta-feira, 25 de junho de 2008

Mostra SPE - Dia 1 - Terceira Anotação

A questão da participação do jovem foi sempre lembrada (principalmente pelos próprios jovens).

Denise Serafim (do PN-DST/Aids), formulou bem essa preocupação: segundo ela, os jovens devem ser os SUJEITOS das ações de prevenção e de promoção da saúde. Precisamos deixar de arrancar os cabelos e quebrar a cabeça tentando planejar atividades atraentes para os jovens e convidá-los a participar do planejamento das nossas ações, encarando-os como parceiros que têm muito a nos ensinar.

Ou seja, as perspectivas são boas!

Mostra SPE - Dia 1 - Segunda Anotação

Foi bastante enfatizada a necessidade de incluir a temática drogas na agenda do SPE (e em todas as nossas iniciativas de educação em saúde).

Ficou claro também, no entanto, que essa é uma realidade complexa (que envolve inclusive o tráfico - no caso das drogas ilegais, a indústria (inclusive a farmacêutica) e a publicidade - no caso das drogas "lícitas") e de difícil abordagem.

Vamos trabalhar nesse sentido?

Mostra SPE - Dia 1 - Primeira Anotação

Com relação à epidemia da aids, Mariângela Simão (coordenadora do Programa Nacional de DST/Aids) lembrou que, na faixa etária dos 13 aos 18 anos, a transmissão do HIV através de relação homossexual (entre rapazes) continua sendo muito importante. Nas outras faixas etárias, esse tipo de transmissão diminuiu muito, principalmente por causa das ações de prevenção e conscientização dirigidas a essa população.

Já entre os adolescentes (e, portanto, inclusive nas escolas), talvez seja ainda muito importante trabalhar a discriminação e o preconceito contra as pessoas que têm uma orientação sexual diferente do "padrão". Dessa forma, eles terão mais condições de assumir os cuidados com a própria saúde e se proteger contra esse e outros riscos.

terça-feira, 24 de junho de 2008

III Mostra SPE - Dia 1

Nesta manhã nubladérrima de terça-feira, destaca-se a intervenção de dois jovens entre a mesa de abertura e o primeiro "espaço de diálogo" da programação oficial.

Eles solicitaram a palavra para reafirmar seu compromisso com o Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas e para reivindicar mais resolutividade, pois as mudanças demoram a acontecer lá "na ponta", nas escolas e nas comunidades.

Depois de hesitar um pouco entre as muitas atividades interessantes, resolvi participar de uma oficina sobre estigma e discriminação nas escolas. Foi muito concorrida. As participações muito relevantes. As facilitadoras usaram uma dinâmica que muitos de nós já conhecem (a dinâmica dos rótulos) e os participantes responderam de forma construtiva.

Agora à tarde, os destaques são:

* Conversa Afiada sobre a participação dos jovens no SPE, com expositores de Pernambuco, do Piauí, do Rio Grande do Sul e de Roraima);

* Conversa Afiada sobre maternidade, paternidade e projetos de vida;

* Mesa redonda sobre o tema drgas na agenda do SPE;

* Roda de conversa sobre histórias em quadrinhos no trabalho com jovens.

Qual delas eu devo escolher?

Mostra SPE!


Está começando hoje a III Mostra do SPE (Saúde e Prevenção nas Escolas) no Centro de Eventos da UFSC.
Experiências de todo o país serão apresentadas e discutidas através de conferências, mesas redondas, oficinas, comunicações coordenadas, posters e conversas afiadas.
Nessa última modalidade, menos conhecida, diversos expositores são "provocados" por um moderador, que conduz a conversa de forma a tornar produtiva (e interessante para o público) a diversidade de opiniões de experiências.

Num breve exame da programação, identificamos alguns temas privilegiados nesta Mostra:

* a intersetorialidade (que estabelece, fortalece e dinamiza a parceria entre a educação e a saúde) e seus desafios;

* o protagonismo dos jovens, que tomam a palavra e ajudam a definir os rumos das ações e das políticas de prevenção e promoção da saúde. Trata-se, inclusive, de uma questão de coerência, já que buscamos sempre estimular o auto-cuidado e a responsabilidade nas atitudes e nas reflexões das pessoas com as quais trabalhamos, acreditando na sua capacidade e nos seus conhecimentos;

* a utilização das diversas mídias e das linguagens artísticas no diálogo com os jovens;

* a relevância da violência sexual e doméstica na realidade dos nossos jovens e das nossas crianças.

Acesse a página oficial do evento, conheça a programação e saiba mais sobre o SPE e a Mostra:
III Mostra SPE

Venha participar! Todas as atividades estão acontecendo no Centro de Eventos da UFSC, na Trindade.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Ele novamente...

Stendhal descreve ainda o "nascimento do amor" num novo relacionamento como um processo muito similar ou análogo a uma viagem a Roma. Na analogia, a cidade de Bolonha representa a indiferença e Roma representa o perfeito amor.

"Quando estamos em Bolonha, somos inteiramente indiferentes, não nos preocupamos nem admiramos, de forma nenhuma, a pessoa pela qual um dia talvez nos apaixonemos perdidamente; menos ainda está nossa imaginação inclinada a valorizar suas qualidades".

Numa palavra, em Bolonha a 'cristalização' ainda não aconteceu. Quando a viagem se inicia, o amor começa. Deixamos Bolonha, subimos os Apeninos e pegamos a estrada para Roma. A partida, de acordo com Stendhal, não tem nada a ver com a nossa vontade; é um momento instintivo. Esse processo transformativo se dá através de quatro passos ao longo da estrada:

1. Admiração: ficamos encantados com as qualidades da pessoa amada.
2. Reconhecimento: conhecemos o prazer de obter o interesse dessa pessoa.
3. Esperança: imaginamos ganhar em breve o amor daquela pessoa.
4. Contentamento: ficamos felizes ao superestimar a beleza e os méritos da pessoa cujo amor esperamos conquistar.
Representação da 'cristalização' no processo de se apaixonar - desenhado por Stendhal no verso de uma carta de baralho, enquanto conversava com Madame Gherardi, durante seu passeio pelas minas de sal de Salzburgo.

A noção de 'cristalização' também é uma idéia-chave na estética de Stendhal, que estende essa metáfora para a teoria a respeito da arte e da literatura. De acordo com ele, o processo artístico, o poder evocativo do artista, é sempre uma 'cristalização'.

...

Stendhal, ainda ...

A artista canadense Elise Rasmussen criou uma instalação a respeito da "cristalização" stendhaliana numa fábrica de sal em Hallein. Essa instalação foi recriada mais tarde numa galeira de Chicago.

Veja mais imagens em http://www.eliserasmussen.com/work/salzburg/, clicando nos pequenos números no final do texto da coluna à direita.